Apneia do Sono em Pacientes com Síndrome de Down: Aspectos Clínicos e Tratamento – Sono Sem Ronco

WhatsApp

Este website usa cookies

A Dr. Guilherme Lima usa cookies para assegurar que proporcionamos a melhor experiência enquanto visita o nosso website. Os cookies ajudam-nos a melhorar o desempenho do nosso website e a sua experiência por conteúdo personalizado, funcionalidades nas redes sociais e análise de tráfego. Estes cookies podem também incluir cookies de terceiros, os quais podem rastrear o uso do nosso website e nos fornecer informações para melhorarmos a experiência dos usuários. Conheça a nossa Política de Privacidade

Apneia do Sono em Pacientes com Síndrome de Down: Aspectos Clínicos e Tratamento

  1. Home
  2. Blog
  3. Apneia do Sono em Pacientes com Síndrome de Down: Aspectos Clínicos e Tratamento
Apneia do Sono em Pacientes com Síndrome de Down: Aspectos Clínicos e Tratamento

Apneia do Sono em Pacientes com Síndrome de Down: Aspectos Clínicos e Tratamento

Apneia do Sono em Pacientes com Síndrome de Down: Aspectos Clínicos e Tratamento

1. Por que pessoas com Síndrome de Down têm maior risco de apneia do sono?
Pacientes com Síndrome de Down (Trissomia 21) apresentam várias alterações anatômicas e fisiológicas que aumentam o risco de apneia obstrutiva do sono (AOS), incluindo:

Alterações craniofaciais:

Hipoplasia (subdesenvolvimento) da maxila e mandíbula.

Palato estreito e alto, levando a obstrução das vias aéreas.

Macroglossia (língua grande) e amígdalas/adenoides hipertrofiadas, que bloqueiam a passagem de ar.

Hipotonia muscular:

Redução do tônus da musculatura da faringe, facilitando o colapso das vias aéreas durante o sono.

Obesidade:

Maior prevalência de sobrepeso, que agrava a apneia.

Outros fatores:

Traqueomalácia (fraqueza da traqueia) e refluxo gastroesofágico (comum nessa população).

Estudos indicam que 50-80% das pessoas com Síndrome de Down têm apneia do sono, muitas vezes não diagnosticada.

2. Diagnóstico da Apneia do Sono em Síndrome de Down
Sintomas comuns:

Ronco alto, pausas respiratórias observadas por cuidadores.

Sono agitado, sudorese noturna.

Sonolência diurna excessiva ou, em alguns casos, hiperatividade (especialmente em crianças).

Dificuldade de aprendizado e irritabilidade (piora da função cognitiva).

Exames necessários:

Polissonografia (padrão-ouro) para confirmar a AOS.

Em alguns casos, avaliação otorrinolaringológica para verificar obstruções anatômicas.

3. Tratamento com CPAP e Desafios na Adesão
O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é o tratamento mais eficaz para apneia moderada a grave, mas sua adesão pode ser desafiadora nessa população.

Benefícios do CPAP
Mantém as vias aéreas abertas durante o sono.

Melhora a oxigenação, reduzindo riscos cardiovasculares.

Pode melhorar cognição, humor e qualidade de vida.

Desafios na Adesão
Sensibilidade aumentada:

Pacientes com Síndrome de Down podem ter hipersensibilidade tátil, dificultando o uso da máscara.

Dificuldade de compreensão:

Alguns podem não entender a necessidade do tratamento.

Problemas anatômicos:

Máscaras padrão podem não se ajustar bem devido a diferenças faciais.

Estratégias para Melhorar a Adesão
✔ Adaptação gradual:

Introduzir o CPAP durante o dia, em curtos períodos, antes de usar à noite.
✔ Máscaras específicas:

Usar modelos pediátricos ou de tamanho especial para melhor ajuste.
✔ Envolvimento da família/cuidadores:

Treinamento para ajudar na colocação e monitoramento.
✔ Terapia comportamental:

Reforço positivo (ex.: recompensas por usar o CPAP).
✔ Acompanhamento multidisciplinar:

Médico do sono, fonoaudiólogo (para exercícios de musculatura orofacial) e psicólogo.

4. Alternativas ao CPAP (Quando a Adesão é Muito Difícil)
Aparelhos ortopédicos (avanço mandibular) em casos leves.

Cirurgia (adenoamigdalectomia, redução da língua) se houver obstrução clara.

Oxigenoterapia suplementar em casos selecionados.

Conclusão
Pacientes com Síndrome de Down têm alto risco de apneia do sono devido a fatores anatômicos e fisiológicos. O CPAP é o tratamento mais eficaz, mas a adesão pode ser difícil. Estratégias como adaptação gradual, máscaras especiais e suporte familiar são essenciais para o sucesso.

Se necessário, um estudo do sono (polissonografia) deve ser realizado para confirmar o diagnóstico e ajustar a terapia.

Quer mais detalhes sobre algum ponto específico? 😊

Compartilhe: